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Oficialmente, nossa Igreja nasceu no dia de Pentecostes (At 4,8-12),
quando os Apóstolos recebem a Plenitude no Espírito Santo, porém, sendo
nossa Igreja "Missionária", podemos afirmar que Ela começa a
criar seus primeiros alicerces na “Plenitude dos tempos” (Gl 4,4 ; Ef
1,10), com o nascimento de Jesus Cristo, já que é Dele que herdamos a
Missão.
Deus
prepara o caminho da sua Igreja através dos tempos, de forma a que ela
pudesse desenvolver conforme sua vontade, como podemos acompanhar: "Jesus
nasce em Belém, durante o domínio do Império romano, governado pelo
Imperador Otávio Augusto (30 aC – 14 dC). Neste tempo o comércio era
intenso por mar e terra o que tornou, depois,
possível aos apóstolos difundir a Boa Nova em todo o Império,
tanto que aproximadamente no ano 248 Origenes escreveu: -“Deus preparou
os povos e fez com que o Império Romano dominasse o mundo ... porque a
exist6encia de muitos reinos teria
sido um obstáculo à preparação da Doutrina de Deus sobre a Terra”
(Contra Celso 1130).
Pedro
foi constituído por Jesus “fundamento visível da Igreja que
nascia" (Mt16, 16-19 ; Jo 21, 15-17) e em vários textos do Atos dos
Apóstolos, tomava sempre a frente nos primeiros tempos da Igreja,
tornando-se o primeiro Papa.
No
principio, a vida do cristão foi muito difícil, já que a nova religião
era perseguida por muitos poderosos, tanto do lado dos judeus, que viam
nesta religião uma grande ameaça aos privilégios dos Doutores da Lei,
como pelo lado dos Romanos, que tinha como maior objeção a divulgação
no império de uma religião que pregava a "Liberdade", o
"Respeito a dignidade do homem" e o amor a Deus de amor e perdão.
As
comunidades cristãs viviam escondidas, mas em união total. Os cristãos
desta época tinham um sentimento de irmandade, caridade e fé,
inegavelmente muito maior que o cristão de hoje. Tudo era partilhado
entre todos, os bens de cada um eram vendidos e o apurado da venda era
usado em benefício da comunidade e da divulgação da fé. Eram as próprias
comunidades que financiavam as peregrinações dos Apóstolos e Peregrinos
Evangelizadores pelo mundo todo. Eles aceitavam a própria morte e
torturas física por amor a Jesus. Foi durante este período que tivemos
grande número de Santos e Mártires de nossa Igreja.
Após
Pentecostes, quando quase 3000 pessoas são convertidas ao Cristianismo, a
Igreja precisava crescer e rapidamente já ultrapassava os limites de
Israel, entrando em território pagão.
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Na Síria, mais precisamente em
Antioquia, foi fundada uma nova comunidade que acabou transformando-se em
um centro de divulgação da religião helenista. Foi lá que pela
primeira vez os Galileus (At 1,11) ou Nazarenos (At 24,5) foram chamados
de CRISTÃOS.
-
Em Roma o cristianismo deve ter-se
originado através de Judeus que residiam lá e que peregrinando à
Jerusalém por ocasião do primeiro Pentecostes Cristão (At 2,10) abraçaram
a fé, e ao regressarem à Roma transmitiram a Boa Nova.
Acredita-se que Pedro e Paulo ao chegarem em Roma já encontraram uma
comunidade estruturada.
Na Gália
não se tem relatos precisos, mas histórias contam que os irmãos Lázaro,
Marta e Maria, teriam ido para a Provença, onde Lázaro teria sido bispo
de Marselha (Lc 10, 38-42).
O discípulo
Dionísio (constituído por Paulo) teria sido o primeiro bispo de Paris.
É certo, que no século II havia comunidades nascidas na Gália, como
testemunhado por São Irineu, bispo de Lião (+ - 202).
Na
Espanha é possível que tenha estado São Paulo (Rm 15,28).
Na
Inglaterra (Britânia na época) supõe-se que Cristiano tenha estado.
Tertuliano falava da Britânia, que tinha “partes não penetradas pelos
Romanos, mas sujeitas a Cristo (ADVERSUS JUDAEOS 7).
Na
Alemanha só se sabe que o Evangelho já tinha surgido no século II,
conforme Santo Irineu.
Na
África Norte-Ocidental, deve ter sido evangelizada por cristãos de Roma,
já que o comercio entre eles era muito grande. No século III, Tertuliano
afirmava que cristãos eram a maioria das populaçòes que estavam com 90
sedes episcopais.
Na
Palestina a evangelização foi muito dificultada até os anos 70 pelos próprios
judeus.
Na Índia, só se
tem notícias com base em textos apócrifos que dizem que o apóstolo São
Tomé pregou o evangelho, até a costa de Malbar, onde teria morrido como
mártir sob o Rei Masdai.
Alguns
fatos importantes aconteceram nesta época que facilitaram esta rápida
propagação da Religião Católica, como por exemplo:
A)
A cultura greco-romana estava decadente na plano filosófico e dos
costumes, por isto, as pessoas procuravam outras respostas que não
fossem simples produtos do conhecimento do ser humano, mas fossem
superior.
B)
No plano ético o pobre era desprezado em favor do rico e poderoso, e a
mulher que sofria com a marginalização, além dos escravos. A nova
Religião vinha justamente recolocar estas classes num plano superior,
valorizando o amor, o respeito e a dignidade de todos.
C)
O cristianismo correspondia exatamente às aspirações mais profundas do
ser humano. O evangelho era uma solução que embora não filosófica,
podia ser aceita pela fé, sem trair sua dignidade.
D)
Os cristãos traduziam o Evangelho em vida real. Os primeiros cristãos
primavam pela retidão de costume, pelo amor fraterno, pela caridade, etc.
Muitos cristãos mantinham-se intrépidos e aceitavam até mesmo a própria
morte.
E)
Os cristãos tinham, fervor de sua fé, todos sentiam o dever dse
transmitir a Boa Nova.
A
religião passou por vários momentos de perseguições e paz, durante o
império romano, até o ano de 306 -
337, quando Constantino já é imperador.
Em 312,
Constantino teve de enfrentar Maxêneio, que dominava Roma, embora não
tivesse como religião a mitologia dos antigos romanos, cultuava
Apolo / Deus Sol. Diz o historiador Eusébio de Cesaréia, que antes de
entrar na guerra, Constantino e seu exercito viram o sobre o Sol, o sinal
de uma cruz e Cristo teria aparecido à ele na noite seguinte,
ordenando-lhe que fizesse um estandarte com o monograma de Cristo. O fato
é que Constantino venceu a guerra e mesmo não sendo ainda católico,
reconhecia cada vez mais o valor do cristianismo. Por isto em Fevereiro de
313 promulgou o Edito de Milão, que reconhecia a religião cristã como
licita e dotada de plena liberdade. Em 380 a religião católica
tornar-se-ia oficial em todo o império romano.
A
Igreja de São Pedro em Roma, foi construída pelo próprio Constantino.
As Igrejas de Jerusalém e Belém, tomam o nome de Basílicas. Os antigos
templos pagãos, aos poucos vão caindo em ruínas. A família e o
matrimonio recebem proteção legal. O “domingo”, que os pagãos
chamavam “dia do Sol”, mas que era o dia da "Ressurreição de
Jesus" foi declarado dia festivo oficial. Foi também, durante o
reinado de Constantino, que convocou o 1º Concílio Católico, que foi
compilado o Livro Sagrado, a Bíblia como a conhecemos hoje. Foi neste
Concílio que os Bispos de todo o mundo, reunidos e por inspiração
de Deus, definiram quais os livros seriam "Canonizados",
tornando-se assim a Bíblia Universal, o que facilitou para que em todos
os lugares do mundo o Evangelho fosse ensinado de uma só forma.
Após
Constantino, vários outros Imperadores tiverem papeis importantes na
consolidação da Igreja Católica, como por exemplo: Teodósio, que em
28/02/380 assinou o decreto que tornava oficial a fé católica
“transmitida aos romanos pelo Apóstolo Pedro, professada pelo Pontífice
Damaso e o Santo Anastácio Bispo de Alexandria, ou seja o reconhecimento
da Santa Trindade do Pai, do filho e do Espírito Santo”. Assim o que
Constantino tornara lícito em 313, passava agora a Religião Oficial do
Império.
Por
volta do ano 600, o numero de cristãos só no Ocidente já estava na casa
de 07 a 08 milhões, em uma população mundial de cerca de 10 milhões.
Nem todos os cristãos desta época, recebiam uma orientação evangélica
como deveria, muitos eram até batizados, mas sem a devida convicção, e
sim para seguir o exemplo de seus mestres, e é claro que desta
forma não poderiam dar testemunho de vida católica.
A
Igreja, através de seus bispos e missionários, dedicou-se muito a
evangelização, visando converter verdadeiramente o cristão. A obra
missionária foi facilitada pelo teor da mensagem evangélica, que tinha
um conteúdo mais fácil de ser assimilado e aceito, pois pregava o amor,
um só Deus que havia criado o mundo e tudo o que nele existia, um Deus
que provia, um Deus que era Pai e Senhor de todos e que reserva uma vida
eterna.
Por
volta dos anos 600, surge O ISLAMISMO, através de Maomé, que em
610 -611 havia se convertido ao cristianismo, decepcionado com a desunião
dos homens, torna-se dia a dia mais meditativo. Um dia, Maomé tem um
sonho (Noite do Destino), onde um estranho apareceu-lhe, trazendo um rolo
de pano nas mãos contendo vários sinais e mando-lhe que lê-se, não
aceitando esta ordem Maomé acordou impressionado, e foi falar com sua
mulher(Kadija) e seu primo Varaka, que afirmou-lhe que ele havia sido
escolhido para ser profeta de uma nova fé. Após repetidas visões, Maomé
desesperado pensa até em matar-se, por julgar estar sendo perseguido por
espíritos, quando certa vez a estranha voz declarou: “Sou o anjo
Gabriel e tu serás o apóstolo do Senhor”.
Após esta declaração, o escolhido passou a pregar a nova religião:
o “ISLAM”.
Pesquisado
da Apostila Mater Ecclesiae
Autor: Dom Estevão Tavares Bittencourt |